No Dia da Engenharia, conheça algumas das grandes mulheres que fazem parte da história da profissão no Brasil

De pesquisas sobre nanotecnologia à conquista do mais alto cargo dentro da Força Armada do Brasil. Engenheiras das áreas Civil e Militar são inspirações para as novas gerações

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A Capitão de Fragata Ana de Falco é pesquisadora
A Capitão de Fragata Ana de Falco é pesquisadora - Foto: Divulgação

A engenharia transforma projetos e sonhos em realidade. É uma área fundamental para as atividades de produção e pesquisa, contribuindo, assim, para o desenvolvimento de toda a civilização.
 
Neste sábado, 10 de abril, celebramos o Dia da Engenharia, uma data para valorizarmos e reconhecermos a importância dessa profissão e daqueles que a exercem.
 
Apesar de ainda ser uma área com predominância masculina, mulheres engenheiras já fizeram história, destacando-se em diferentes especialidades, no Brasil e no mundo. As conquistas dessas profissionais no passado são, hoje, inspiração para as jovens que estão chegando no mercado de trabalho ou ainda sem uma vocação definida.
 
A IACIT, como empresa de tecnologia que tem a Engenharia como um de seus principais pilares, aproveita esta data para destacar a trajetória de algumas dessas mulheres que contribuíram e continuam ajudando a construir a história da engenharia no Brasil. 
 
Edwiges Maria Becker Hom’meil foi a primeira mulher a se formar em engenharia no Brasil, na então Escola Polythecnica do Distrito Federal, atual Escola Politécnica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Isso aconteceu em 1917, mais de um século após a criação do primeiro curso de engenharia em 1810.
 
Hoje, a realidade é bem mais promissora para as mulheres. Em 2018, de acordo com dados divulgados pelo Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), 19.585 mulheres solicitaram o registro de engenheira no Brasil, um aumento de 42%, se comparado a 2016.
 
Em 2019, ainda segundo o Confea, mais de 196.300 mulheres estavam exercendo a profissão no Brasil, em diversas especialidades, como civil, química, elétrica, florestal, mecatrônica, produção, mecânica, aeronáutica, agronômica, naval, ambiental, entre outras. O número ainda é considerado baixo, mas a tendência é de um aumento expressivo no mercado de trabalho, pois em muitos cursos de Engenharia, as mulheres já representam cerca de 50% dos alunos.
 
E talentos inspiradores para as jovens que pensam em entrar nesta área não faltam. Um exemplo é a engenheira agrônoma Veridiana Victoria Rossetti, internacionalmente reconhecida como uma das maiores pesquisadoras em pragas e doenças que atingem a citricultura.
 
Victoria Rossetti foi a primeira engenheira agrônoma formada em 1939 pela Esalq (Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo). Durante toda sua carreira atuou como pesquisadora do Instituto Biológico, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, do qual foi diretora.
 
Os feitos dessa grande engenheira são tantos e tão importantes, que ela recebeu mais de 60 prêmios e teve mais de 300 trabalhos publicados ou apresentados em congressos nacionais e internacionais. Aposentada aos 70 anos em 1987, Victoria continuou suas pesquisas até 2003, quando foi diagnosticada com Alzheimer. Faleceu em 2010, aos 93 anos, e recebeu muitas homenagens.
 
Outra grande pioneira que fez história na engenharia foi Enedina Alves Marques, primeira engenheira negra do Brasil. Ela tinha 32 anos quando se formou em 1945 pela UFPR (Universidade Federal do Paraná).
 
Enedina integrou a equipe de engenheiros que executou o projeto de construção da usina hidrelétrica Governador Pedro Viriato Parigot de Souza, na região metropolitana de Curitiba. Sua competência e brilhantismo foram reconhecidos pelo Governo do Paraná, que a aposentou com um salário equivalente ao de um juiz de direito. Ela morreu em 1981, aos 68 anos.
 
Engenheiras nas Forças Armadas do Brasil
 
Na década de 90, o horizonte profissional para as estudantes e jovens engenheiras foi ampliado com a permissão de mulheres nos quadros de engenharia das Forças Armadas do Brasil.
 
Em 1997, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) abriu vagas para mulheres nos cursos de Engenharia mais concorridos do país. No mesmo ano, o Instituto Militar de Engenharia do Exército recebeu a primeira turma de 10 mulheres para o Quadro de Engenheiros Militares do Exército.
 
No ano seguinte, a Marinha permitiu o acesso das mulheres aos Corpos de Saúde e de Engenheiros Navais e à Escola Naval em 2014.
 
Hoje, o Brasil conta com uma engenheira que chegou ao generalato: a Contra-Almirante Luciana Mascarenhas da Costa Marroni, diretora de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha.
 
As três Forças desenvolvem projetos de tecnologias avançadas, envolvendo profissionais de várias especialidades.
 
Um outro exemplo é o trabalho da Capitão de Fragata Ana Paula Santiago de Falco, encarregada do Grupo de Tecnologia de Materiais do IPqM (Instituto de Pesquisas da Marinha), que ingressou na carreira militar por meio de concurso em 1998. Formada em engenharia química, Ana de Falco tem a oportunidade de participar de projetos de pesquisa que são o sonho de qualquer engenheiro.
 
"Além de desenvolver projetos para a Marinha do Presente, temos a missão de acompanhar sempre, nas áreas que nos compete, no meu caso a área de Materiais, o estado da arte do que está sendo desenvolvido no mundo. Temos que conhecer as tecnologias que hoje são disruptivas, para que possamos aparelhar os meios da Marinha do Futuro”, explica a comandante.
 
Entre os projetos em que Ana de Falco está envolvida, estão pesquisas nas áreas de nanotecnologia e metamateriais, o que significa que ela estuda a possibilidade de criação de materiais que não existem na natureza. Ela estuda, por exemplo, a invisibilidade, que é a alteração de materiais para tornar um objeto invisível na faixa de visão.
 
E para seguir uma carreira na Engenharia, seja dentro das Forças Armadas ou na área Civil, a comandante dá um conselho:
 
“É preciso autoaperfeiçoamento, realizar cursos e buscar sempre o estado da arte em sua área de atuação. É preciso também resiliência, procurar sempre enxergar o melhor momento dentro de cada situação difícil.  É preciso olhar sempre pra frente!”

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