Live sobre Saúde Mental debate questões importantes e gera grande interação dos colaboradores da IACIT

Conversa online foi a primeira de uma série de eventos que acontecerá durante o ano



A Diretoria de Recursos Humanos da IACIT realizou na última sexta-feira, 23 de abril, a live “Como anda sua saúde mental na pandemia?”, dirigida aos colaboradores e seus familiares. Este foi o primeiro de uma série de encontros online que serão realizados periodicamente para debater temas relevantes para o bem-estar e desenvolvimento pessoal dos trabalhadores da IACIT, sempre com a participação de profissionais especialistas nos temas debatidos.

“Entendemos que esse é um momento muito delicado, a pandemia gerou impactos emocionais e psicológicos em todas as pessoas, e alterou a rotina dos trabalhadores e de seus familiares. Decidimos realizar essa série de lives para os colaboradores como um incremento às ações de apoio que já realizamos, além disso, é uma forma de estarmos mais presentes e de incentivarmos a interação entre eles além dos temas profissionais”, disse a Diretora de RH da IACIT, Eliana Faria Teixeira.

Esta primeira live recebeu como convidadas as psicólogas clínicas Regina Truffa Tarabay, especialista em terapia de casal e família, e Fabíola Miranda, especialista em terapia cognitiva comportamental; e foi mediado por Eliana e pela Analista de RH da IACIT, Fernanda Chaves. 

Muitos colaboradores encaminharam perguntas, lida pelas mediadoras e respondidas pelas psicólogas. Entre os principais assuntos apresentados, estavam questões sobre ansiedade, luto, relacionamento familiar, pedido de dicas sobre como ajudar os filhos adolescentes nesta fase de restrição de convívio social; exagero em hábitos preventivos e de higiene; consumo de álcool, entre outros.

Sobre ansiedade e depressão, as duas psicólogas ressaltaram que é normal se sentir triste ou ocasionalmente irritado neste cenário, mas é importante que todos fiquem atentos às suas emoções, sentimentos e mudança de comportamento. 

“É normal ficar triste. A diferença está na durabilidade e na intensidade desse sentimento, se passa duas semanas e não melhora, pode ser um alerta. E a depressão não é só excesso de tristeza. A depressão também pode ser avaliada pela alteração de humor, ela pode estar associada a outros sentimentos, como o medo exacerbado de tudo, pode ter perda de apetite, confusão cognitiva”, disse Fabíola.

Sobre os problemas nos relacionamentos de casais e familiares dentro de casa que aumentaram na pandemia, Regina orienta falar abertamente sobre os sentimentos.

“A pandemia amplificou alguns problemas no relacionamento, problemas que já existiam foram amplificados. As pessoas precisam falar da necessidade de se fazer ouvir, falar da sua 'dor' de um jeito que outro possa sentir empatia”, disse Regina.

A definição de limites e planejamento foram apontados como um meio para aliviar o estresse gerado pelo exercício profissional junto com atividades domésticas e familiares. 

“Precisamos definir estratégias para lidar com o novo, fazer um planejamento diário, uma nova rotina. Não podemos ficar apenas esperando passar, estamos esperando isso há um ano. Tem que ter cuidado para evitar mesclar muito o pessoal com o profissional”, disse Fabíola.

Ela e Regina também falaram da necessidade de aproveitar esse momento para buscar o autoconhecimento e para aprender a ser gentil consigo mesmo e com os outros.

“Se eu não cuidar de mim não cuido dele, ser gentil comigo mesmo é me dar lugar. Olhar para a dor e dar lugar para ela. O medo é natural. (...) Tem que se entregar para o momento, mas não é se entregar no sentido de desistir. Ninguém está conseguindo fazer o seu melhor. A gente pode ajudar o colega, olhar e perguntar: você está precisando de ajuda? Ser gentil comigo também é dar lugar para o outro em mim”, disse Regina.

Fabíola confirma dizendo que não é egoísmo olhar os seus anseios, medos e atitudes. “Dá uma pausa, faz um exercício de relaxamento, de meditação, procure sua paz interior, se autoconhecer. Isso a gente tem que passar para nossos filhos, chegar e conversar. É um momento de se reconectar e fazer uma nova rotina, uma nova convivência. Será que não seria melhor reprogramar a nova vida?”, pergunta Fabíola.

Sobre o medo da finitude gerado pelas mortes causadas pela pandemia, Regina orienta a nos despertarmos para a vida.

“O que eu posso fazer para minimizar o meu medo da morte é viver bem. Está com medo do pai e da mãe morrerem? Liga para eles, manda mensagem, manda um bolo, uma foto. Lembra de coisas legais, isso tem um efeito bom, libera hormônios que fazem bem para gente, deixa a gente mais forte. A pandemia colocou a gente cara a cara com a morte, e a morte coloca a gente com a falta de controle. O que posso fazer? Acordar e perceber o que eu tenho, não focar no que eu não tenho”, disse Regina.

Fabíola falou que ao sentir medo ou sentimentos desconfortáveis é preciso ‘mudar a chave’ para que pensamentos não reforcem os sentimentos ruins.

“O cérebro humano é preguiçoso, ele sempre vai querer seguir o caminho que ele está habituado. Se formos pessoas negativas, ele vai querer seguir caminho negativo. [...] Quando a pessoa muda a chavinha, passa a incluir na vida o positivo, começa a criar novas sinapses, e tira esse cérebro da zona de conforto, faz com que ele crie novos pensamentos, novos comportamentos. Cuidado para não deixar o cérebro na zona de conforto. O medo é um sentimento natural, mas temos que tomar cuidado para não alimentar esse medo. O medo está linkado à ansiedade, à angústia e ao medo de novo, é um ciclo vicioso. Mude a forma de pensar”, orienta a psicóloga Fabíola.

Ela finalizou sua participação na live dizendo que as pessoas precisam encarar esse novo desafio com olhar otimista. “Quando a gente sai da nossa zona de conforto é aí que a gente evolui.”

Regina também encerrou sua participação com esperança: “eu acredito que a gente pode aprender com a pandemia no sentido da empatia, de colocar o sapato do outro, e também de olhar para mim mesmo. Olhar mais para a gente mesmo, mesmo que seja para sentir dor.”
 

Contato das psicólogas:

Fabíola Miranda
Psicoterapeuta Cognitivo Comportamental
CRP 06/142293
Celular: 12 98177-8300 (WhatsApp)
Instagram: @psico.fabiolamiranda
Facebook: /psifabiolamiranda

Regina Truffa Tarabay
Psicóloga Clínica e Terapeuta de Casal e Família
CRP 06/68997
Telefone: 11 95951-0172 (WhatsApp)
Instagram: @psireginatruffa
Facebook: /psicologareginatruffa

 

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