O poder profissional feminino nas áreas de Defesa e Segurança

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Rotineiramente, nos deparamos com a palavra do momento: Transformação. Mas, de fato, não há como fugir dela, pois o mundo está em constante mudança em todos os setores, principalmente no mundo corporativo

A inserção feminina no mercado de trabalho brasileiro vem sofrendo muitas transições ao longo dos anos e, cada vez mais, as mulheres passam a ocupar carreiras em áreas como tecnologia e engenharia, além de marcar presença em segmentos que, até bem pouco tempo, eram dominados quase que 100% por homens, como defesa e segurança.

Na IACIT, muitas profissionais encontraram um ambiente que estimula o pensamento constante de que não há limites para tudo que se quer realizar.

Dentro da empresa, as mulheres relatam que, além de se sentirem valorizadas e respeitas, têm a oportunidade de mostrar o quanto são fortes e capazes na execução de suas funções.

Elas concordam que o mercado de trabalho está bem longe de ser um ambiente igualitário, mas também dividem a opinião de que a resposta para isso é ir à luta. E é por isso que essas mulheres, cujas histórias vocês conhecerão a seguir, merecem a nossa homenagem neste Dia Internacional da Mulher.

A IACIT faz parte do grupo de organizações que apostam no poder feminino e que têm contribuído para que a inserção das mulheres no mercado brasileiro seja cada vez maior. Atualmente, as colaboradoras representam 33% no quadro de profissionais da IACIT, sendo que 31% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres.

Na IACIT...

  • 33% dos funcionários são mulheres
  • 31% das lideranças são mulheres 
  • 43% da diretoria é ocupado por mulheres 

Para a Diretora de Recursos Humanos da IACIT, Eliana Faria Teixeira, “ainda temos um longo caminho a percorrer, mas acreditamos na valorização do profissional por suas competências técnicas e comportamentais, comprometimento, entregas e não pelo gênero. Ter visões e pontos de vista femininos e masculinos dentro da organização é enriquecedor e extremamente saudável para o desenvolvimento e aprimoramento dos negócios. Sendo assim, caminhamos na busca do equilíbrio em nosso efetivo, com o objetivo de chegarmos a um percentual de 50/50 em nossa empresa”.

De acordo com as profissionais da IACIT, Eliana é uma das principais referências dentro da companhia por suas ações, visando sempre que o seu time de mulheres possa mostrar todo o seu talento e competência, contribuindo para a evolução tecnológica do Brasil e do mundo.

Como forma de homenagear todas as mulheres, principalmente as que fazem parte da IACIT, convidamos todos a conhecerem os desafios enfrentados por algumas de nossas profissionais e como elas conquistaram seus espaços no mercado de trabalho:

 

“A primeira vez que me senti desafiada profissionalmente foi na faculdade, quando um professor nos perguntou se nós, mulheres, estávamos ali para arrumar um bom casamento. O que eu fiz? Antecipei todas as matérias e me formei com uma amiga seis meses antes do resto da turma. 

Mas eu estava ciente de que isso poderia acontecer ao escolher atuar na área de TI, uma profissão, até então, muito masculina.

Ao assumir, pela primeira vez, um cargo de liderança, fui por algum tempo a única mulher da equipe de gestão, e a cobrança sempre foi muito mais forte. Minhas competências técnicas eram o tempo todo testadas, o que me fazia estar sempre preparada para adquirir o respeito e eliminar o preconceito.

A IACIT desempenha um papel importante em sua gestão ao proporcionar um ambiente de trabalho saudável para que, independentemente do gênero, todo desenvolvimento, respeito, crescimento e reconhecimento na carreira sejam pautados pela postura e competência profissional”.

Paula Martins, Diretora do EPS e TI

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“Logo que cheguei na IACIT, percebi que o ambiente era mais masculino, devido ao setor de atuação da empresa. No entanto, uma coisa me chamou muito mais a atenção do que isso: foi o fato de as mulheres da IACIT, apesar de estarem em menor número, já ocuparem cargos de liderança.

No momento da minha integração percebi que havia muitas mulheres fortes e que já tinham chegado num alto patamar. A gerente de Engenharia era mulher, achei o máximo.

Isso foi acolhedor. Elas estarem bem colocadas me trouxe a segurança de que eu estava chegando para trabalhar numa empresa que respeita as pessoas. Porque, pra mim, ser respeitada é o mais importante.

Eu me sinto reconhecida na IACIT, mas me sentir respeitada está acima de tudo. Além disso, trabalho em um departamento composto apenas por mulheres. Somos em seis. O que também demonstra que estamos ocupando cada vez mais espaço. E não há competitividade entre nós, somos unidas”.

Laura Ribeiro, Analista de Administração Pessoal

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“O que me levou a trabalhar na IACIT e que ainda me causa muita admiração é a consistência dos seus valores, ou seja, eles não estão apenas pregados num quadro na parede, eles realmente balizam os ambientes e o todo o negócio.

Confiança, Visão de Futuro e Flexibilidade são alguns desses valores que demonstram, por exemplo, que na IACIT não existe nenhum tipo de distinção de cargos e salários para homens ou mulheres.

O salário é estabelecido de acordo com a função, independente de quem o ocupe. Atualmente, inclusive, temos mais mulheres em funções mais bem remuneradas, mas não há predileção feminina. O que existe é um salário para determinado cargo, nunca pagaremos diferente.

Gostaria de reforçar que muito dessa visão para as questões de gênero vem da nossa diretora de RH, Eliana, que tem esse olhar justo e humanizado”.

Karin Soliva - Supervisora do Departamento Pessoal

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“A minha história começa com meu pai, que sempre trabalhou na indústria e me incentivou a seguir carreiras em profissões totalmente masculinas. Incentivada por ele, fiz diversos cursos no Senai, todos com muitos homens, mas sempre fui bem recebida. Os professores tinham orgulho de nós, meninas.

O desafio veio no meu primeiro estágio, quando o dono da empresa me colocou para trabalhar nos bastidores, no almoxarifado, dizendo que o laboratório técnico, onde eu realmente colocaria em prática os meus conhecimentos, não era um ambiente para mulher. Ali, eu percebi que aquela empresa não era pra mim e fui buscar um lugar onde não importava eu ser mulher.

Encontrei a IACIT, que já me proporcionou, inclusive, uma grande ascensão profissional. Comecei como técnica em eletrônica; passei para trainee quando cursei Engenharia e, hoje, sou analista.

Minha diretora é mulher, e na nossa equipe o que importa é a capacidade de trazer soluções para dentro dos projetos. Sou engenheira, assim como meu marido, e a ele também sou grata por todo apoio”.

Leda Brandão, Analista de pesquisa e desenvolvimento - EPDI

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“Sinto que nós mulheres temos que ter sempre um ponto de atenção a mais em tudo que fazemos. Seja no modo de se vestir, no agir ou no modo de falar. Coisas que para os homes são muito naturais, para nós, muitas vezes, não é tão trivial.

E isso acontece, especialmente com uma mulher no mercado de Defesa, onde o que tentamos e estamos conseguindo é ser ouvida e reconhecida.

Durante os 12 anos que estou na IACIT, só vi as mulheres ganhando espaço. Isso é gratificante, além de motivador.

Tenho orgulho de quem sou como mulher, mãe, filha, esposa e profissional. Aqui na empresa, tenho liberdade para ir mais longe e posso incentivar outras mulheres a irem também".

Milena Luciano, Supervisora de Propostas

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“Durante a minha apresentação da tese de mestrado, no ITA, fui abordada por um professor que me perguntou se poderia me indicar para uma vaga numa empresa de tecnologia e engenharia: era a IACIT.

Eu estava prestes a trabalhar em um ambiente onde poderia colocar todas as minhas opiniões. Em pouco tempo me tornei gerente de projetos; em seguida, gerente do Departamento de Engenharia e, hoje, sou Diretora de Pesquisa e Desenvolvimento, o que demonstra que a IACIT atua com base em entregas e resultados. Tem competência para resolver? Então, vá e resolva.

Nós mulheres temos, sim, essa competência questionada mais que os homens, mas isso não me assusta, pelo contrário. Como uma engenheira forte que me considero ser, isso só me desafia dentro da engenharia.

Um episódio que considero um divisor de águas na comprovação das minhas habilidades na IACIT foi o trabalho que realizei com outros profissionais para a conquista do Certificado de Avaliação de Conformidade do DME 0200, equipamento de auxílio à navegação aérea.

Uma vitória estratégica para a empresa. Eu fui pra guerra com a equipe e trouxemos o resultado! Estou certa de que as características femininas nos ajudaram: equilíbrio, poder de negociação, posicionamento sólido, mas menos agressivo. Somos firmes sem deixar de ser doce.

Acredito, então, que passamos por validações técnicas e verificações a todo instante, mas uma vez que você responde com lógica e coerência, você ganha confiança. Eu não me ofendo ou assusto. Encaro como um desafio, mesmo porque em um segundo você passa de um lado para o outro da moeda. Primeiro você é mulher, depois você é profissional e as pessoas passam a admirá-la".

Fernanda Menezes, Diretora do EPDI

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"Depois de trabalhar no setor automobilístico, achei que encontraria na IACIT o mesmo cenário por se tratar de um ambiente também bastante masculino. Mas me surpreendi positivamente.  

A IACIT é uma empresa nova que já nasceu com uma cultura de valorização de todos os seus funcionários, homens e mulheres. E é essa cultura que reflete para os nossos clientes lá fora. Clientes, inclusive, que são homens na sua maioria, já que 80% do nosso relacionamento em contratos se dá com militares e/ou representantes de governo.

Nossa interação com esse público masculino é sempre mais formal no início, mas após perceberem que estão falando com uma mulher que domina e cuida com excelência do seu contrato, essa ‘barreira’ logo se quebra e fica estabelecida uma relação de confiança. Isso acontece porque a valorização interna da mulher na IACIT é rapidamente percebida, sendo exemplo de dentro para fora.

Da mesma forma, ficamos felizes com as mudanças que observamos do outro lado: desde que estou na IACIT, há três anos, pela primeira vez estou em contato com uma Coronel, uma mulher, que é parceira da nossa empresa no desenvolvimento de vários projetos”.

Ana Carolina Freitas, Analista de Contratos

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"Sou uma mulher que tem como responsabilidade apresentar e vender os produtos e serviços da IACIT para diversos segmentos, muitos majoritariamente masculinos como é o de Defesa e Segurança. Sinto-me preparada para falar com propriedade sobre as soluções da empresa e estar à frente de quaisquer tratativas comerciais e não me sentir intimidada ao mostrar o valor da IACIT, pois a empresa realmente nos prepara, nos empodera e confia em nosso potencial.

Durante a participação em feiras, em especial da área de Defesa, em que o público é formado, em sua enorme maioria, por homens, ainda é raro encontrar mulheres como executivas e representantes comerciais, sendo muitas vezes confundidas como recepcionistas dos stands. Essa é uma situação constante. Em diversas ocasiões, o primeiro olhar é de dúvida: “Será que essa moça sabe o suficiente sobre as tecnologias?”. É me posicionando e desenvolvendo a conversa que realmente o meu conhecimento é validado e, posteriormente, admirado por muitos desses homens. Já atendi diversas delegações internacionais totalmente masculinas que me encaravam fixamente e nitidamente avaliavam se realmente eu sabia do que estava falando, mas em todas as ocasiões no final tudo saiu bem. Sempre fui muito incentivada pelo meu gestor a tomar frente nessas ocasiões, nunca me colocar em segundo plano e me impor como a profissional que sou, devo parte da minha confiança a ele.

Atualmente, atuando na área de Marketing e Comercial, converso com representantes do mundo todo e me sinto totalmente confiante como mulher e profissional a encarar todas essas situações."

Sofia Maia, Executiva Comercial

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“A comemoração do Dia Internacional da Mulher me causa um sentimento ambíguo. Entendo e valorizo todas as ações históricas que nos fizeram chegar até aqui e conquistar o nosso espaço no mercado de trabalho, no mundo. Mas, ao mesmo tempo, eu penso o quanto seria bom se não precisássemos comemorar esse dia. Porque no momento em que isso acontecer, teremos a certeza de que todos são iguais.

Eu sempre convivi com muitos homens, em minha vida pessoal e profissional. Tenho dois irmãos e 23 primos, sendo 18 homens, e sempre fui tratada com muito respeito. Porém, sei que essa não é a realidade da maioria.

Fiz curso técnico, em seguida Engenharia, onde continuei inserida dentro do universo masculino. E, hoje, na IACIT, não é diferente. Esse contato permanente e desde cedo com muitos homens me faz ter esse pensamento de que não há distinção entre nós. Gosto de pensar assim, justamente, para que isso se reflita no meu entorno.

Uma vez me incomodou receber parabéns pelo Dia da Mulher no meio de roda de homens. Gostaria que esse ‘parabéns’ viesse acompanhado de um complemento. Não quero ser parabenizada pelo simples fato de ser mulher. Mas, sim, por ser uma mulher que realizou um bom trabalho, que alcançou uma conquista. E é esse conceito de Dia da Mulher que tento passar, hoje, para minha filha.

Historicamente e até os dias atuais, essa luta se faz fundamental para que as mulheres estejam onde elas quiserem. No entanto, confesso que gostaria que, um dia, isso não fosse necessário.

Na IACIT, somos muito respeitadas, todos são tratados da mesma maneira”.

 Ana Paula Volu, Supervisora de Contratos